Na verdade roubam à sustentabilidade do modal, pois que se subtrai uma significativa parcela que retira da MANUTENÇÃO, da HORA DE DESCANSO , quando impõe uma carga excessiva compensatória, da qualidade no atendimento, pois que em desequilibrio o prestador se vê fora de uma perspectiva salutar, enfim, assim como o produto sem nota fiscal, sem procedência, o custo social é incalculável.
sábado, 9 de dezembro de 2017
ABISMOS DO TRANSPORTE INDIVIDUAL DE PASSAGEIROS
Na verdade roubam à sustentabilidade do modal, pois que se subtrai uma significativa parcela que retira da MANUTENÇÃO, da HORA DE DESCANSO , quando impõe uma carga excessiva compensatória, da qualidade no atendimento, pois que em desequilibrio o prestador se vê fora de uma perspectiva salutar, enfim, assim como o produto sem nota fiscal, sem procedência, o custo social é incalculável.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Informação clara e objetiva e terminologias próprias que ratificam o entendimento do que vamos aqui expor. Isso porque , no universo público administrativista, cada termo tem um significado e uma finalidade. Por vezes, esses termos são até postos em artigos, para a finalidade de seu perfeito entendimento, como é natural do direito positivista.
Então quando depreendemos por exemplo que a palavra usada é em todo o momento TARIFA e não PREÇO, logo concluimos que tal serviço é público, ou de natureza pública, ainda que executado por privados, pois só há TARIFA, quando há controle do poder público em assunto de interesse geral.
E é essa e outras premissas que são claramente lidas nas palavras fáceis do Sr. João Alencar.
Senão vejamos, AS 3 AFIRMAÇÕES CLARAS SOBRE A LEI DE MOBILIDADE:
"A principal característica que a Lei traz é abandonar a lógica individualista (usada nos últimos 10, 20 anos) ,na busca de uma solução de todos para todos"
"Por quê é que nós não estamos discutindo enquanto sociedade soluções coletivas ? "
"Essa discussão passa necessariamente pela priorização de transporte público de coletividade, como a lei deixa claro."
Mas há aqui, uma mais perversa situação não expurgada. Se antes, a solução do uso do transporte individual era para poucos, haja visto que o seu custo opera em outra base, na atual realidade forjada , pois que ela não é sustentável, essa base de potenciais consumidores do transporte individual, aumentou demasiadamente , ao ponto de usurpar daquele que deveria ser priorizado, o transporte coletivo de massas.
Percebemos esse flagrante desequilíbrio na situação econômica financeira de muitas empresas de transportes, e como consequência, muitas vezes veiculadas em telejornalismos, a evasão de linhas importantes para a população.
A relação em desequilíbrio é fator de risco para todos os lados. O consumidor perderá a oferta ideal de linhas de coletivos, e as que ficam, muito provavelmente não terão a subsistência adequada, alterando sensivelmente suas planilhas de custo e quiçá , sofrendo reflexos na manutenção mecânica e consequentemente na segurança dos usuários.
E se isso já é uma realidade nas empresas que tinham maior robustez financeira, o que será dos profissionais taxistas ? Todos esses impactos, são muito mais sentidos e onerosos em escala ainda maior para eles.
Por isso, por conta da grande desistência dos que se aventuram nos APP de carros particulares, as empresas donas desses APPs , despejam rios de dinheiro na captação e no incentivo de mais e novos colaboradores. Ainda que eventuais, pois sabem eles que a relação , capital X remuneração é demasiadamente desequilibrada.
Sendo então, o diagnóstico ao avesso do que a Lei de Mobilidade busca, "priorização do transporte publico de coletividade", como então ainda ouvimos essa argumentação vinda da parte de seus representantes?
Por mais ridículo que possa parecer, estão achando que não há aqui senso crítico de razoabilidade e que o uso de técnicas de persuasão de massa , serão suficientes para mantê-los assim.
A PNL - programação neurolinguística está presente em cada forma e conteúdo disponibilizado por essa grande corporação. Na verdade , juridicamente além de decisões em caráter precário, toda sua sustentação não passa de uma exacerbação jurídica , que conta muito mais com uma idéia , um conceito forjado a peso de mídias e repetições do que propriamente a lei.
Isso até é muito comum nos países consuetudinários, nem tantos nos positivistas.
Abaixo um livro que aborda essa temática e de forma irreverente expõe facilmente o que parece ser algo difícil , até aqui , de ser percebido pelos nacionais.
WRI - Cúpula dos Prefeitos - Setembro 2015 - RJ
Cabe as autoridades , a exemplo do que recém ocorreu em Londres, entenderem que a responsabilidade sobre os seus administrados , é maior do que parece num primeiro momento de supostos ganhos, pela maior oferta de um modal. Mas que , na realidade essa maior oferta, representa uma conta cara à mobilidade , à segurança, e à sustentabilidade do sistema de transportes, ensejando assim a devida intervenção estatal no sentido de se preservar o maior interesse público: pois as cidades devem ser lugares agradáveis, viáveis e sustentáveis sob a tutela estatal.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Prefeitura do Rio Corta À Metade Subsídio As Escolas De Samba
QUINTA-FEIRA, 15 DE JUNHO DE 2017
Prefeitura do Rio Corta À Metade Subsídio As Escolas De Samba
Já vai para dez anos que me encontrava na agência do Banco do Brasil na Cidade de Deus, e presenciei fato que nunca mais me esquecerei.
Assentado ao meu lado, aguardando sua vez , um senhor de idade com muitos documentos a serem pagos, logo vi que era um trabalhador a serviço.
Foi então que chegou um outro senhor , amigo daquele que ali estava e logo a conversa entusiasmada, mostrou que se conheciam a um bom tempo.
Um tanto sem graça, o que chegou por último, disse que iria sacar seu cheque cidadão (uma verba assistencial ).
E meio que desconversando perguntou: e aí vai nos ensaios da escola agremiação de samba ?
Então respondeu : "ahhh nunca mais.... a gente chega lá pra ajudar, compor um enredo , um samba, perde noites de descanso, trabalha se dedica com o coração e sem ganhar para isso , e no final não tem direito nem a um copo d'água. "
Continuou ele : " eu ja fui pra França, pra Alemanha, pra n paises... fui recebido por rei em aeroporto, a aqui se pede um copo d'água, não tem direito, tem que pagar..."
Em seguida aquele trabalhador foi chamado, e ao entregar os boletos a serem pagos, o caixa disse nao haver dinheiro suficiente para pagar.
O que causou aquele senhor um enorme desconforto, a ponto de ele pedir ao caixa, para escrever o quanto faltava , insistentemente, pois nitidamente recebeu os boletos e o dinheiro e não conferiu , e ali diante do caixa, quase que se desesperando , com semblante abatido triste, pois certamente teria que voltar sem a liquidação dos boletos e pior, informar que não teve o dinheiro que deveria ter recebido para efetuar o pagamento.
Eu que já fui mensageiro, senti na pele o drama daquele homem senil e ingênuo, no aspecto da pureza da falta de maudade. Imaginado certamente que duvidariam quanto ao fato, quanto ao por quê daquele dinheiro não estar ali com ele... muito triste!
Homem experiente na faculdade da vida , provavelmente um dos muitos expoentes da cultura brasileira, exposto a uma situação de vulnerabilidade num emprego que certamente nao condizia com a envergadura cultural daquele senhorzinho.
E por que?
Porque aplicou seus melhores anos a fundo perdido , numa coisa altamente remunerada (para poucos) chamada as vezes de a oitava marivilha do mundo - o carnaval.
Esse carnaval mutila e retira de milhares de homens e mulheres simples, uma parte de suas vidas, no que diz respeito à sua formação a sua condição de vida econômica. Pois é ato de entrega solidário sem remuneração e de altíssimo custo, por alienar e não devolver retribuição pecuniária compatível a tantos e tantos que se anulam para que isso ocorra.
Por isso, é corretíssima a atitude do prefeito Crivella.
Afinal como os melhores administradores, não se cria destino de despesa sem que se tenha a origem.
E nesse caso, a meu ver, a origem e o destino são muito, muito acertados.
Até de certa forma , reparam justamente um pouco do grande dano social que este evento particular e remunerado sim , causa aos seus muitos colaboradores ingênuos.
Sendo a única falha de Crivella , não ter cortado tudo!

